sexta-feira, 29 de abril de 2011

Entrevista a Adjo

Como é que nasceu o “adjo” e qual o seu significado? 

Isso foi há bastante tempo atrás, tinha para aí doze anos e lembrei-me do nome,assim, adjo. Não tem nenhum significado em especial, o jo é porcausa de Joao, o ad é porque soava bem.. mais nada, não tem mais nenhum significado especial.

Que tipo de temas são abordados nas tuas músicas? 

São abordados todos os tipos de tema desde a amizade, as coisas do dia-dia, coisas engraçadas.. As coisas que eu escrevi foram todas baseadas no que vi ou achava e pronto, tentava meter piada nelas.

Dentro de todas as músicas que já escreves-te em qual delas te divertis-te mais? 

O Homem Coco. O homem coco porque foi escrito na casa de banho enquanto estava a obrar (risos). Lembrei-me e pronto saiu a letra toda assim num instante e depois foi só fazer as notas e pronto estava feita a musica.

Como é que gravas e divulgas as tuas músicas?
Já não gravo mas gravava no computador, no adobe audition por exemplo e divulgava no myspace mas isso foi só mais tarde quando me apeteceu divulgar porque no inicio eram só para mim as musicas.

Se tivesses de escolher uma música para um single, qual seria?
 
Se tivesse que escolher uma, escolhia a Chocapic porque foi a primeira que eu fiz e acho que ta  porreira para o tema que trata que são cereais basicamente.

Quais são as tuas influências? 

São muitas! Tive muitas fases.. O Rock foi a que me tocou mais, pixies, led zepplin, white stripes.. mas também tive a minha fase de rap, eminem, jay-z mas principalmente foi o rock, guitarradas e coisas assim a puxar metal também que me estimou mais para começar a tocar viola.

Entrevista a Lvso

Como é que surgiu a tua paixão pelo rap e o que é para ti o rap?

Lembro-me de haver uma altura em que ouvia alguns estilos musicais diferentes, mas não me conseguia identificar com nenhum deles, até o rap incluído, porque o que passava na televisão não me cativava. Devia ter uns 13/14 quando ouvi rap português e realmente prestei atenção à letra e foi toda aquela ginástica mental que me fez gostar de rap.
E na altura era e ainda sou introvertido e a verdade é que rap foi uma forma de exprimir-me.


E sobre a cultura de que o rap provem, o hip-hop, o que é para ti esta cultura?

Olha, primeiro vou explicar a ideia básica para depois passar para o mais complexo, o Hip hop tem quatro vertentes: MCing, Djing, Graffiti e breakdance. Ainda há quem considere o beatbox uma quinta vertente, tudo bem mas essa é a base, aquelas quatro.
RAP é ritmo e poesia o dj trás o ritmo e o mc a poesia. Ou seja, rap é o estilo musical do hip hop. E até tem piada ver que hoje em dia há pessoas que dizem que rap e hip hop são estilos musicais diferentes, também se ouve muito a expressão "dançar hip hop" mas isso não existe, porque a dança do hip hop é o breakdance.
Graffiti é a expressão visual do hip hop e tu não vês ninguém a dizer vou pintar hip hop... mas tal como disseste na pergunta, a palavra-chave é cultura. Numa sociedade a cultura em que estás inserido, ou seja, onde vives, vai ditar um pedaço a maneira como vives, e eu como mc a minha cultura é hip hop, então a maneira como eu vivo é a expressar-me através de poemas e recitá-los na música.
E hoje em dia, o hip hop é universal, nasceu nos estados unidos, existe lá, existe cá em portugal e até chegou a lugares como china e Japão. E em pleno séc. 21, é um pedaço até triste ver pessoas a dizer que rap é música de pretos.
Nasceu nos estados unidos, há que respeitar isso, entre negros e onde havia desigualdade, apartheid e todo esse racismo, mas faz sentido um estilo de música que transmita uma mensagem de revolta, mas sempre a querer a igualdade e é por isso que o rap faz sentido.
Olha, surgiu nas festas, depois evoluiu mais para isto que estou a te dizer de mensagens de revolta e hoje em dia até evoluiu para algo que eu nem considero rap, mais depressa pseudo-rap.



Como é que te caracterizas como rapper?

Considero-me um rapper consciente, porque as minhas letras são feitas para te fazer pensar, apelo à tua consciência. Não te quero fazer dançar... Também podia definir-me como um rapper positivo mesmo que eu faça musicas mais deprimentes, no final a mensagem é sempre positiva, é isso, rapper consciente e positivo.


Qual é a tua fonte de inspiração quando escreves as tuas músicas?

A minha fonte de inspiração é a minha vida, por exemplo, se eu me sentir apaixonado
o mais normal é eu fazer uma música romântica. Se eu me sentir em baixo também não é de estranhar que eu faça uma música mais... deprimente mas com uma mensagem positiva no final como disse acima.
Mas é isso, a minha vida. Houve uma altura em que senti necessidade de falar sobre sonhos.
Outra que tive alguma nostalgia de infância e outra que fiz tributos à musica.


Quais são as tuas influencias?

No rap português tenho o Valete, que actualmente é o melhor para mim, Sam the kid, Dealema, e até um que é menos conhecido, o Osiris. No rap norte-americano: Cise Star dos CYNE, Black Thought dos The Roots, Common, Nas, Jedi mind tricks e Gangstarr
Olha já agora vou-te dizer também dj’s e produtores, Nujabes, Dj Whitesmith, DJ Premier dos Gangstarr e o stoupe dos jedi mind tricks.


Como é que gravas e divulgas as tuas músicas?

Gravo-as em casa porque os meus pais apoiaram-me nisto do rap e tenho material decente para gravá-las. E divulgo-as pela Internet. Tipo youtube, facebook, myspace. Não chega a muitos mas chega a alguns.


Tens alguma dica, algum conselho para os novos aspirantes a rappers que neste momento estão a entrar no mundo do rap?

Para começar não entrem nisto por estar na moda ou para ser fixe. Dêem tudo nas letras porque é o mais importante.
E fazer rap é daquelas coisas que parece fácil mas não é, é difícil, por isso o caminho é longo, mas se realmente gostarem de rap e investirem algum do vosso tempo nele, os resultados vão acabar por aparecer.


terça-feira, 26 de abril de 2011

Madeira Island Melodies - Objectivos e Missão.

  Pagina divulgadora de artistas e bandas madeirenses

Somos um grupo de alunos do 12º ano da Escola Francisco Franco e temos como objetivo principal a divulgação e promoção de artistas musicais madeirenses que se encontram de uma maneira ou outra pouco conhecidos na nossa ilha.
Outro dos objetivos é, criar nos jovens e não só, um interesse pelo que se produz na ilha tendo a nossa "empresa" a missão de satisfazer o nosso publico-alvo oferecendo-o um vasto leque de géneros musicais para que as ondas sonoras conterrâneas possam ser apreciadas por todos.
A apresentação do nosso projeto vai ter lugar no dia 3 de Maio na Sala de Sessões da Escola Secundária Francisco Franco onde apresentaremos brevemente o nosso projeto e concluiremos-lo com um concerto tendo a participação de algumas das bandas que entrevistamos ou divulgamos.